Se você compartilha links em uma newsletter, publicação nas redes sociais ou anúncio, pode depois encontrar visitas ao site sem saber qual ação as trouxe. Os parâmetros UTM acrescentam informações de campanha a um endereço web para que uma ferramenta de análise classifique o tráfego. Eles não geram visitas nem comprovam que uma campanha produziu vendas: ajudam a organizar a origem das sessões e a analisá-las com mais contexto.
O objetivo não é adicionar o maior número possível de códigos, mas usar uma convenção simples e mantê-la. Este guia explica o significado de cada parâmetro, como montar um link, como evitar erros comuns e o que conferir depois da publicação. Use os exemplos como modelos e adapte os nomes aos seus canais e à organização das campanhas da equipe.
O que um parâmetro UTM faz
Um parâmetro UTM é uma etiqueta adicionada ao final de uma URL. Um link pode indicar, por exemplo, que a visita veio de uma newsletter, por e-mail, como parte de uma campanha específica. Quando alguém abre o link, a ferramenta de análise pode receber esses valores e apresentá-los nos relatórios. O Google explica esse uso no guia oficial sobre construtores de URL e dados de campanha.
Uma etiqueta não identifica necessariamente uma pessoa nem informa o que ela fez depois no site. Ela descreve informações de atribuição associadas ao link. Combine-a com a medição corretamente configurada das ações importantes para o negócio, como o envio de uma consulta ou uma compra, sem confundir visitas com resultados finais.
Os principais parâmetros: origem, meio e campanha
Para começar, use estes três parâmetros:
- utm_source: identifica a origem ou plataforma que envia a visita. Exemplos: newsletter, instagram ou parceiro_comercial.
- utm_medium: descreve o meio ou tipo de canal. Exemplos: email, paid_social ou referral.
- utm_campaign: identifica a campanha específica. Exemplos: lancamento_produto ou novidades_maio.
Você também pode usar utm_content para diferenciar links ou peças criativas na mesma campanha — por exemplo, o botão principal e o link no rodapé de um e-mail. utm_term pode descrever termos de pesquisa paga, quando esse uso fizer sentido para a configuração. Não adicione parâmetros apenas porque eles existem: cada um deve responder a uma pergunta de análise.
Uma URL básica fica assim: https://exemplo.com/pagina?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=lancamento_produto. Substitua o domínio e os valores pelos seus. Se a URL já tiver um ponto de interrogação, os parâmetros adicionais normalmente são separados com &. Em links complexos, use um construtor de URL e teste o resultado.
Um método simples para criar e nomear links
- Defina o que precisa distinguir. Antes de marcar, decida se precisa separar plataformas, canais, campanhas ou versões de peças criativas. Não crie distinções que nunca serão analisadas.
- Escreva uma convenção curta. Por exemplo: origem = plataforma ou lista; meio = tipo de canal; campanha = nome reconhecível da iniciativa.
- Escolha um formato uniforme. Use letras minúsculas, separadores acordados e palavras claras. Evite misturar
Email,emailee-mailpara a mesma coisa. - Gere a URL. Use um construtor oficial ou acrescente os parâmetros manualmente, conferindo a grafia dos nomes.
- Teste o link completo. Abra-o e confirme que carrega a página correta, não tem erros de digitação e que eventuais redirecionamentos preservam as informações necessárias.
- Mantenha um registro compartilhado. Anote campanha, link, responsável e data de publicação em um documento comum para que a equipe siga a mesma regra.
Para o mesmo lançamento, uma publicação orgânica pode usar utm_source=instagram, utm_medium=organic_social e utm_campaign=lancamento_produto. Um anúncio na plataforma manteria a campanha, mas mudaria o meio para paid_social. Essa diferença só é útil se a equipe a aplicar consistentemente.

Erros comuns que poluem os relatórios
- Alterar maiúsculas ou grafias: valores como
Instagrameinstagrampodem aparecer separados. O Google informa que os valores diferenciam maiúsculas de minúsculas. - Usar nomes diferentes para a mesma coisa: se uma pessoa escreve
emaile outra escrevenewsletter, o tráfego pode ser dividido em linhas distintas. - Marcar links internos do site: isso pode interferir na compreensão da origem original. Reserve as etiquetas de campanha para links que trazem visitantes de campanhas externas.
- Esquecer a página de destino: uma etiqueta correta não corrige um link quebrado, uma página errada ou uma página que não corresponde à mensagem.
- Supor que as etiquetas medem vendas: elas descrevem informações da campanha, mas medir formulários, compras ou outras ações exige eventos ou conversões configurados e testados.
- Combinar marcação manual e automática sem conferir: em integrações de publicidade, verifique como os dois métodos são tratados. A documentação do Google Analytics explica que, quando usados juntos, os valores automáticos são utilizados nas dimensões de classificação de tráfego indicadas.
Se você anuncia em plataformas com marcação automática, não a substitua nem a altere sem antes verificar a configuração. A documentação sobre dimensões de origem do tráfego explica a relação entre marcação manual e automática.
Como verificar se a marcação está funcionando
Depois de publicar, aguarde os dados aparecerem e consulte o relatório de aquisição de tráfego ou as dimensões de origem, meio e campanha disponíveis na ferramenta de análise. Filtre pelo nome exato da campanha e confira se as visitas aparecem nos valores esperados. Se faltar algum dado, verifique a URL final, os redirecionamentos, a grafia dos parâmetros e se a medição está ativa na página de destino.
Uma análise útil não termina na quantidade de sessões. Compare o tráfego com as ações relevantes do site e com os resultados registrados pela operação. Uma campanha pode atrair visitas sem gerar consultas; outra pode trazer menos sessões, mas contatos mais pertinentes. A etiqueta ajuda a formular essa pergunta, mas não a responde sozinha.
Uma boa convenção UTM não é a mais complicada: é aquela que toda a equipe consegue aplicar da mesma forma e interpretar sem adivinhar.
Conclusão: comece com uma regra que possa manter
Escolha três parâmetros básicos, combine nomes em letras minúsculas e mantenha um registro compartilhado. Antes de divulgar cada link, teste o destino e confirme se a etiqueta descreve corretamente a origem, o meio e a campanha. Depois, confira os relatórios e compare as visitas com ações importantes para o negócio. Se já houver nomes inconsistentes, não é preciso marcar tudo de novo: documente uma convenção a partir de agora e aplique-a às próximas campanhas.